Febre maculosa coloca Itaperuna e o Noroeste Fluminense em alerta
Os registros recentes de febre maculosa no Norte e Noroeste Fluminense acenderam um alerta para moradores de Itaperuna e das cidades vizinhas.
Dados da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, divulgados em agosto de 2026, apontavam 14 casos confirmados e quatro mortes no estado. Dois desses óbitos ocorreram em Itaperuna, enquanto os demais foram registrados em Campos dos Goytacazes e São Fidélis.
O período entre julho e novembro costuma exigir atenção redobrada devido à maior circulação dos carrapatos envolvidos na transmissão da doença. Pessoas que vivem, trabalham ou frequentam áreas rurais, pastagens, margens de rios, chácaras, sítios e locais com vegetação devem reforçar as medidas de prevenção.
O que é a febre maculosa?
A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia. A transmissão acontece pela picada de um carrapato infectado.
No Sudeste do Brasil, a forma mais grave está relacionada principalmente à bactéria Rickettsia rickettsii. O carrapato-estrela é um dos vetores mais conhecidos da doença.
A febre maculosa não é transmitida diretamente por cavalos, cães, capivaras ou outros animais. O risco está nos carrapatos presentes nesses animais ou no ambiente onde eles circulam.
Também não existe transmissão direta de uma pessoa para outra.
Onde o carrapato-estrela pode ser encontrado?
O carrapato-estrela está associado principalmente a ambientes como:
- Áreas rurais e pastagens;
- Margens de rios, lagos e córregos;
- Locais com vegetação alta;
- Trilhas, matas e reservas;
- Chácaras, sítios e fazendas;
- Áreas frequentadas por cavalos e bovinos;
- Locais com presença de capivaras;
- Quintais e terrenos frequentados por cães ou outros animais.
A presença de um animal não significa automaticamente que o local tenha a bactéria causadora da febre maculosa. Entretanto, encontrar carrapatos no ambiente exige atenção e medidas adequadas de prevenção e controle.
Quais são os sintomas da febre maculosa?
Os sintomas iniciais podem ser confundidos com dengue, gripe, leptospirose e outras infecções.
Os principais sinais incluem:
- Febre;
- Dor de cabeça intensa;
- Dores musculares;
- Náuseas e vômitos;
- Diarreia e dor abdominal;
- Inchaço e vermelhidão nas mãos e nos pés;
- Manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que podem se espalhar pelo corpo.
Nem sempre a pessoa percebe a picada ou encontra o carrapato preso ao corpo.
Por isso, quem apresentar febre ou outros sintomas depois de frequentar uma área com vegetação, pasto, cavalos, capivaras ou carrapatos deve procurar uma unidade de saúde imediatamente e informar ao profissional sobre essa possível exposição.
Não espere aparecerem manchas para buscar atendimento.
O Ministério da Saúde informa que, diante da suspeita clínica, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, mesmo antes do resultado dos exames. Quanto mais cedo o tratamento adequado começar, maiores são as possibilidades de evitar complicações.
Como se prevenir do carrapato-estrela?
Ao frequentar áreas rurais ou locais com vegetação, siga estas orientações:
- Use roupas claras, pois facilitam a visualização dos carrapatos;
- Utilize calças compridas, botas e blusas de manga longa;
- Coloque a barra da calça por dentro da meia ou da bota;
- Evite caminhar em locais com vegetação alta;
- Utilize repelentes indicados para carrapatos;
- Verifique roupas, calçados e todo o corpo depois de sair da área;
- Observe também crianças e animais de estimação;
- Mantenha quintais, pastagens e terrenos limpos e com a vegetação aparada;
- Faça o controle ambiental ao identificar infestação de carrapatos.
Quanto mais rápido o carrapato for retirado do corpo, menor será o risco de transmissão.
Como retirar um carrapato corretamente?
Utilize uma pinça e segure o carrapato o mais próximo possível da pele. Puxe com cuidado e firmeza, sem torcer, apertar ou esmagar.
Depois da retirada, lave o local com água e sabão ou álcool.
Não queime o carrapato, não utilize óleo, álcool, querosene ou outras substâncias enquanto ele estiver preso ao corpo. Essas práticas podem dificultar a remoção.
Caso apareçam sintomas depois do contato, procure atendimento médico e informe a data e o local onde ocorreu a exposição.
Controle de carrapatos em casas, sítios e empresas
Quando os carrapatos aparecem repetidamente em quintais, canis, áreas de criação, sítios, chácaras ou propriedades rurais, pode existir uma infestação ambiental.
Nesses casos, aplicar um produto somente no carrapato visível geralmente não resolve o problema. O ciclo possui diferentes fases e parte da população pode permanecer escondida no ambiente.
O controle de carrapatos deve considerar:
- Identificação das áreas com maior infestação;
- Tratamento de frestas, abrigos e locais frequentados por animais;
- Limpeza e manejo da vegetação;
- Correção de condições que favoreçam a proliferação;
- Aplicações técnicas quando indicadas;
- Monitoramento e possíveis retornos;
- Tratamento dos animais orientado por médico-veterinário.
O controle ambiental realizado por uma empresa especializada não substitui o acompanhamento veterinário dos animais e nem o atendimento médico das pessoas com sintomas.
Controle profissional de carrapatos em Itaperuna
A Leal Controle de Pragas realiza inspeção e controle ambiental de carrapatos em residências, condomínios, empresas, sítios, chácaras e propriedades rurais.
O serviço é realizado após uma avaliação do ambiente, com definição dos pontos de aplicação e orientações de segurança para moradores e animais.
Ao procurar uma dedetizadora em Itaperuna, verifique se a empresa possui responsabilidade técnica, licença sanitária, produtos regularizados e equipe treinada para realizar o controle de pragas urbanas.
Encontrou carrapatos em sua residência, empresa ou propriedade rural?
Entre em contato com a Leal Controle de Pragas e solicite uma avaliação técnica do ambiente.
Em caso de febre, dor de cabeça ou dores no corpo após possível contato com carrapatos, procure imediatamente uma unidade de saúde.
Leal Controle de Pragas — prevenção e controle profissional desde 2004.
Fontes consultadas: Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e Sistema de Informação de Agravos de Notificação.

